terça-feira, 6 de novembro de 2012

Para! Não escrevo pra que me entendam, escrevo pra me purificar de mim mesma, pra tirar da cachola as palavras que me gritam e pra não ser o mesmo ser toda vez que acordo.

Que seja inteiro! É o que peço.
sou capaz de muita coisa.
não se iluda, sou capaz de ir e voltar quando quero, sou dona do meu caminho e da minha escuridão.
guardo no baú só aquilo que me convém e me vem com tanta força, que se aloja em meus pulmões e por ali fica.
sou até capaz de esquecer, de brigar, de rir e de ter a ousadia de ultrapassar o limite e provar a sufocação que é ser e ter.
sou capaz de tanta coisa que me dou o favor de escolher entre o que quero na vida e o que quero pros pesadelos.

Que seja inteiro!

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