Memórias nos pegam desprevenidos e enchem a casa.
Que seja inteiro!
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
terça-feira, 6 de novembro de 2012
sou capaz de muita coisa.
não se iluda, sou capaz de ir e voltar quando quero, sou dona do meu caminho e da minha escuridão.
guardo no baú só aquilo que me convém e me vem com tanta força, que se aloja em meus pulmões e por ali fica.
sou até capaz de esquecer, de brigar, de rir e de ter a ousadia de ultrapassar o limite e provar a sufocação que é ser e ter.
sou capaz de tanta coisa que me dou o favor de escolher entre o que quero na vida e o que quero pros pesadelos.
Que seja inteiro!
não se iluda, sou capaz de ir e voltar quando quero, sou dona do meu caminho e da minha escuridão.
guardo no baú só aquilo que me convém e me vem com tanta força, que se aloja em meus pulmões e por ali fica.
sou até capaz de esquecer, de brigar, de rir e de ter a ousadia de ultrapassar o limite e provar a sufocação que é ser e ter.
sou capaz de tanta coisa que me dou o favor de escolher entre o que quero na vida e o que quero pros pesadelos.
Que seja inteiro!
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
A cada passo que dou me sinto mais perdida.
Ontem eu fui lá fora e vi as coisas do mundo com os olhos de uma criança,
de uma criança que há muito não ia no parquinho.
Bem, devo pensar que isso me causa alguma euforia?
Não, não causa...só me vejo mais pálida diante de um mundo que não entendo....
Que seja inteiro!
sábado, 4 de agosto de 2012
A título de conhecimento tenho andado bem torta ultimamente.
Tenho chorado mais do que devia, não tenho feito tudo o que precisava e não tenho sonhado o suficiente. Aliás percebi que, quando crescemos faz parte do processo de amadurecimento, sonhar menos. Ou pelo menos, percebemos que sonhos são só sonhos e na maioria das vezes eles não passam disso!
Que seja inteiro! Mesmo não sendo!
Tenho chorado mais do que devia, não tenho feito tudo o que precisava e não tenho sonhado o suficiente. Aliás percebi que, quando crescemos faz parte do processo de amadurecimento, sonhar menos. Ou pelo menos, percebemos que sonhos são só sonhos e na maioria das vezes eles não passam disso!
Que seja inteiro! Mesmo não sendo!
domingo, 13 de maio de 2012
Tenho mudado constantemente. Percebo o que sou hoje e olho pro passado e me assusto comigo mesma.Sou hoje tão mais metade, tão mais maleável, mais inteira e mais tranquila. Acho que o tempo passa e descobrimos que brigar por qualquer coisa, não é ser rebelde, é ser burra. É ser fraca, diante dos seus próprios erros. E que tropeçar, nem sempre é uma tragedia, pelo contrario, as vezes pode ser bem mais divertido.
Que seja inteiro!
Que seja inteiro!
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Será que o físico de alguém é importante?
Será que ser humano pode ser definido em hétero, gay ou travesti?
Essas coisas são importantes mesmo?
Acredito que não exista homossexualidade, existe o teu desejo, o teu amor na direção do mesmo sexo que o seu ou pro sexo diferente. Pois, o caráter não é garantido pelo o que você leva no meio das pernas ou quem você ama, porque o próprio amor, não diferencia sexo, raça ou cor, ele define somente o ser que você irá amar, pelo "q" que aquela pessoa tem aos seus olhos e não um outro alguém. Talvez o sorriso possa te despertar amor, ou o jeito de andar, de falar ou de te beijar, mas e daí se ela também é uma menina ou um menino?!
Amar é sublime em todas as suas formas, em todo o seu contexto.
(Pensando em Jardins Suspensos)
Cresço dentro dos teus olhos e prometo,não minto amor.
Viajo sempre que você precisar de ar
e corro, sempre que você precisar de ajuda.
Amo, sempre que precisar de cores
e te levanto, toda vez que lhe faltar as pernas.
Caminho com você e nada é mais certo na vida!
Livre como o mar e de leve pousar.
Que seja inteiro, sempre!
terça-feira, 20 de março de 2012
como domar o meu instinto? como me fazer presente sem sufocar o passado ou como não querer te guardar dentro de uma caixinha escrita Não Mexa? como saber que os sonhos que possuo pode ser tao maiores que eu e fazer o meu peito latejar atras de uma verdade, que pode muito bem, ser verdade nenhuma? como domar o meu medo da perda, perda de coisas e pessoas? como saber que sua mão irá ficar segurando a minha infinitamente e que o seu coração vai pulsar por mim a cada momento? como parar de perguntar e agir e como agir sem o medo do erro, só pensando no lado bom do cair, que é bater a poeira e recomeçar a andar? como, como, como? como amar e não aprisionar? como ser espinho e flor quando seus olhos se deitarem no meu? como ser eu mesma pra que eu possa ser então você, um você e um eu mais completo? como ser feliz sem me verter lagrimas nos olhos?
Abundância de perguntas e falta de respostas...
Que seja inteiro!
Abundância de perguntas e falta de respostas...
Que seja inteiro!
sexta-feira, 9 de março de 2012
Envolto
Se de supetão me vem a mente que o quente pode não ser tão quente assim, então talvez seja uma questão de ponto de vista e, talvez seja também, que o inferno é apenas um modo de se culpar por aquilo que quiseste fazer, mas não o fez.
Foi pensando em todas essas coisas e em outras, que ela pegou o táxi as três da manha e desembarcou naquela porta amarela, já tão conhecida por seus pés e mãos. Parou em frente a porta e pensou em voltar, em não ir, em se esconder, em correr, em pular, em não mais existir ali, mas não pensou em deixar de amar, por isso resolveu tocar a campainha e ver o que acontecia.
Tocou uma vez e esperou, nada. Tudo continuava em silêncio. Tocou uma outra vez, esperou. Enquanto isso, abraçou seus próprios braços, na tentativa de se esquentar, na correria esquecera o casaco. Nada, nenhum movimento. Pensou que talvez a tivessem-na visto pela fresta da janela, tomou distância querendo enxergar um pouco mais, nada, tudo escuro.
Tocou uma vez mais e nada. Pensou que ela não queria mais vê-la, talvez tivesse passado o momento, havia tomado a atitude de voltar atras muito tarde, acontece.
Numa revolta frenética e num impulso totalmente interno- porque sim o coração tem sua própria justificativa- ela começou a esmorrar a porta gritando o mais alto que podia, ficou com as mãos vermelhas e ardendo, mas conseguiu chamar a atenção dos inquilinos da casa, que disse:
- Mas, meu Deus oq eu acontece, menina? Pare de esmurrar minha porta assim que você vai quebra-la.
- Desculpe, senhor eu não quis lhe acordar. Mas, o senhor mora ai? - perguntou com toda sua timidez e vergonha.
- Sim há um ano, porque? - respondeu o senhor já com uma certa irritação.
- Desculpe, vim procurar a antiga inquilina.
Com a cabeça baixa e sem esperança, ela saiu chorando pelas ruas e quase não notou o corpo franzino enrolado em um roupão atras de ti.
Era ela, a antiga inquilina que estava ali postada atras dela, sem entender porque ela havia batido na porta de seu vizinho e não na sua.
- Eu mandei um email dizendo que eu iria me mudar.
- Não recebi, desculpa.
As duas foram tomar um café e até hoje quando lembram desse episodio, enroladas entre as cobertas, se riem, da possibilidade cega de um dia terem se perdido.
Que seja inteiro!
Foi pensando em todas essas coisas e em outras, que ela pegou o táxi as três da manha e desembarcou naquela porta amarela, já tão conhecida por seus pés e mãos. Parou em frente a porta e pensou em voltar, em não ir, em se esconder, em correr, em pular, em não mais existir ali, mas não pensou em deixar de amar, por isso resolveu tocar a campainha e ver o que acontecia.
Tocou uma vez e esperou, nada. Tudo continuava em silêncio. Tocou uma outra vez, esperou. Enquanto isso, abraçou seus próprios braços, na tentativa de se esquentar, na correria esquecera o casaco. Nada, nenhum movimento. Pensou que talvez a tivessem-na visto pela fresta da janela, tomou distância querendo enxergar um pouco mais, nada, tudo escuro.
Tocou uma vez mais e nada. Pensou que ela não queria mais vê-la, talvez tivesse passado o momento, havia tomado a atitude de voltar atras muito tarde, acontece.
Numa revolta frenética e num impulso totalmente interno- porque sim o coração tem sua própria justificativa- ela começou a esmorrar a porta gritando o mais alto que podia, ficou com as mãos vermelhas e ardendo, mas conseguiu chamar a atenção dos inquilinos da casa, que disse:
- Mas, meu Deus oq eu acontece, menina? Pare de esmurrar minha porta assim que você vai quebra-la.
- Desculpe, senhor eu não quis lhe acordar. Mas, o senhor mora ai? - perguntou com toda sua timidez e vergonha.
- Sim há um ano, porque? - respondeu o senhor já com uma certa irritação.
- Desculpe, vim procurar a antiga inquilina.
Com a cabeça baixa e sem esperança, ela saiu chorando pelas ruas e quase não notou o corpo franzino enrolado em um roupão atras de ti.
Era ela, a antiga inquilina que estava ali postada atras dela, sem entender porque ela havia batido na porta de seu vizinho e não na sua.
- Eu mandei um email dizendo que eu iria me mudar.
- Não recebi, desculpa.
As duas foram tomar um café e até hoje quando lembram desse episodio, enroladas entre as cobertas, se riem, da possibilidade cega de um dia terem se perdido.
Que seja inteiro!
quinta-feira, 8 de março de 2012
Há 03 meses atrás eu era a única companhia pra mim mesma, andava contando meus passos, um pé a frente do outro e assim, eu caminhava bem. Nada me preocupava, pensava em minhas simples decisões, que só implicavam a mim mesma. Descia ao inferno e subia ao céu quando me fosse necessário, era algo simples: a vida. Era um não ser completo, que já me acostumará bem.Achava até graça,ás vezes. Quando eu caminhava meu pensamento vagava para algo imaginável, existente somente ali, naquele instante, nascia e morri ali, sem ferir nenhum coração.Mas, há 03 meses que tudo isso mudou. Que quando caminho, levo o seu cheiro, seus cabelos, seu jeito de sorrir e seu jeito de falar me acompanham. Hoje reclamo da incompleta que sou quando não estou contigo e meu pensamento não mais vagueia, ele hoje, tem destino certo.
Não quero que a sua sombra me cubra, quero que estejamos juntas á frente para sermos o nosso próprio caminho.
Que seja inteiro!
Não quero que a sua sombra me cubra, quero que estejamos juntas á frente para sermos o nosso próprio caminho.
Que seja inteiro!
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Como devemos enxergar as pessoas? Com os olhos ou com os sentimentos?
Sei que o primeiro que nos comunica sejam os olhos, mas até que ponto ele nos transmite o certo, o desejável ou a fonte segura de informações sobre questões intimas?
Penso que nenhuma. Porque ele nos da informações sobre o externo e o interno fica a deus dará, jogado em alguma parte de sei-lá-onde. Esperando que por sorte do destino ou outra coisa qualquer vejamos ele, escondido ali no canto pedindo socorro.
Temos que aprender a ver além do externo, além da carcaça, além do que os olhos nos mostram, além das marés e chegar lá, onde as ondas não mais se formam e dar uma boa olhada no intimo, na alma. Olhar bem lá no fundo.
E aí, talvez, possamos descobrir o que é realmente ser um ser humano.
Que seja inteiro!
quanto dura um abraço pra ser sentido?
quanto dura um sentimento pra ser infinito?
quanto dura um beijo pra ser inesquecível?
quanto dura uma palavra pra ser compreendida?
quanto dura uma lágrima para ser amarga?
quanto dura seu corpo no meu pra ser eterno?
ás vezes um segundo, meu bem
ás vezes quase nada.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Não se olhava mais no espelho. Estava gorda, velha e feia, era o que pensava quando encarava aquele monstro redondo, que refleti a sua imagem.
Descia as escadas sempre da mesma maneira e ia pro mundo com a mesma respiração desesperançosa de sempre. Já nada lhe era diferente, tudo tinha as mesmas cores, gestos e movimentos, seu andar era o mesmo a 27 anos e não ia mudar, as roupas eram as mesmas e as razões também eram as mesmas do porque isso não devia mudar.
Passou o tempo, sem perspectivas de melhoras daquela vida monocórdia.
Mas, tudo mudou no dia em que ela recebeu uma carta endereçada a ela, com o dizer:
- Eu respiro você!
A carta era de alguém que o vento levou, mas o mar não apagou e isso lhe foi suficiente para que ela fizesse as pazes com a vida.
Que seja inteiro!
sábado, 4 de fevereiro de 2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
08 anos e meio.
Tinha um palhaço ali na rua, naquele canto da rua.Ficava lá fazendo mil brincadeiras, animando quem voltava estressado do trabalho. Era engraçado ver os outros rindo dele, via-se o tédio da cidade cinza esvoaçando entre risos e gargalhadas.
Eu sempre o observava da minha janela, atento a qualquer movimento seu, a qualquer fala e depois eu corri pra sala e o imitava. Meus pais também riam e eu podia levar um pouco mais de alegria àqueles rostos cansados do dia-a-dia. Minha mãe é domestica e meu pai servente de escola, rindo eles esqueciam o tanto que tinha que trabalhar pra me sustentar e eu, ao faze-los rir, agradeci-os.
Até que um dia parou uma viatura de policia e depois de alguns safanões levou o palhaço embora, ouvi dizer que ele estava atrapalhando o bom andamento do bairro, que incomodava as pessoas que passavam de volta do trabalho, que ele tinha mais é que trabalhar pra pagar os impostos e ser um cidadão de bem.
Fiquei pensando muito na retirada dele de lá.
Não sei direito o que são impostos, meu pai disse que é quando você paga pra viver.
Agora todo mundo que passa na rua, passa rápido pra ir pra casa, passa triste, estressado, cabisbaixo.
Outro dia teve briga no bar e morreu um cara porque não teve dinheiro pra pagar a sua pinga ao dono do bar.
Não entendo bem o mundo ainda, acho que meus 08 anos ainda é difícil entender os adultos, mas percebi que quando os adultos estão felizes eles não matam, não brigam, não agridem, não maltratam as pessoas e a si mesmos.
Talvez o governo ache bom isso, ache bom todo mundo brigar entre si.
Devem estar só rindo agora e gastando o dinheiro que pagamos dos impostos!
É, ser adulto é complicado mesmo.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
gosto dos sussurros a noite, mãos e pés entrelaçados, beijos doces e quentes, coração pulsando e dizendo seu nome, alma voando e doces carinhos. Vida, doce essa que divido com você, começo ainda, eu sei. Mas, dá pra evitar quando se encontra alguém que é melhor do que a pessoa dos seus sonhos?
Que seja inteiro!
Que seja inteiro!
Irritantemente confuso
Cada um na sua. Dito isso, me empurrou pelo braço em direção a rua. Não deixei por menos, joguei a bola tão longe que quase chegou em Marte. Penso que não posso deixar certas coisas sem resposta, é como quando sua mãe te diz que você é uma criança pra dormir depois das 23h mas, que você é bem crescidinho pra passar a tarde toda jogando videogame, não se pode deixar isso sem uma resposta. Agora quero ver ele pegar a bola, quero ver ele jogar com aqueles meninos metidos do condomínio, quero ver ele tirar uma de volante, quando na verdade ele nem sabe o que é isso; quero ver ele vir amanha com aquela voz mansa me chamar pra jogar bola. Não vou, não vou!
Quando entrei em casa e vi meu pai sentado na frente da tv no sofá, eu soube. Pensei em perguntar se tudo aquilo era normal, se eu podia mesmo ser feliz da minha maneira e que estava tudo confuso aqui dentro. Poderia ser errado, mas o querer de um menino de 12 anos é tão forte, que pode se achar que irá morrer aos poucos, sem o objeto do seu desejo. E por mais que eu quisesse, eu sabia. Que o mundo podia girar e girar, mas aquele menino irritante de 14 anos, eu não ia esquecer tão fácil.
Que seja inteiro!
Quando entrei em casa e vi meu pai sentado na frente da tv no sofá, eu soube. Pensei em perguntar se tudo aquilo era normal, se eu podia mesmo ser feliz da minha maneira e que estava tudo confuso aqui dentro. Poderia ser errado, mas o querer de um menino de 12 anos é tão forte, que pode se achar que irá morrer aos poucos, sem o objeto do seu desejo. E por mais que eu quisesse, eu sabia. Que o mundo podia girar e girar, mas aquele menino irritante de 14 anos, eu não ia esquecer tão fácil.
Que seja inteiro!
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
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