quinta-feira, 18 de agosto de 2011

No dia em que você for

"No dia em que você passar daquela porta, vou rasgar as cartas que te mandei e as que você me enviou, vou descer as esquinas escuras das nossas lembranças e iluminá-las, vou andar pensando em mim, em cair nas graças de outra pessoa e acordar no dia seguinte sem precisar de promessas. Promessas! Essas eu não farei mais, porque elas pertenciam á loucura dos seus olhos e das suas mãos, que passavam despercebidas pela minha blusa enquanto tomávamos um café. Vou andar de bicicleta, fazer piruetas, danças até me acabar e depois dormir como um anjo; sem você me olhar com aquela cara de interrogação e sem os seus pés procurarem os meus. Nesse dia tudo vai ser mais doce, até o doce das minhas lágrimas por você ter ido, vão ser melhores.
Quando você se for tudo será melhor!
Mas, enquanto você está aqui, vou relendo as suas cartas e as minhas, beijando loucamente sua boca, enrubescer com as suas mãos na minha blusa enquanto tomamos o café e prometendo aos seus olhos: pra sempre, meu bem!"

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