Descia as escadas sempre da mesma maneira e ia pro mundo com a mesma respiração desesperançosa de sempre. Já nada lhe era diferente, tudo tinha as mesmas cores, gestos e movimentos, seu andar era o mesmo a 27 anos e não ia mudar, as roupas eram as mesmas e as razões também eram as mesmas do porque isso não devia mudar.
Passou o tempo, sem perspectivas de melhoras daquela vida monocórdia.
Mas, tudo mudou no dia em que ela recebeu uma carta endereçada a ela, com o dizer:
- Eu respiro você!
A carta era de alguém que o vento levou, mas o mar não apagou e isso lhe foi suficiente para que ela fizesse as pazes com a vida.
Que seja inteiro!
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