quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Desceu as mãos pelo meu vestido, como se gravasse cada parte de um corpo que já era seu há tempos.
É como se estivesse afim de descobrir uma outra razão pra estar ali, então descia  mão e vez ou outra parava em algum ponto do meu corpo e sorria suavemente.
Eu? Olhava atentamente seu rosto, cabelo, olhos, mãos, sorriso, respirar e pensava comigo: como, depois de 30 anos de casado, eu ainda podia olhá-lo e ficar maravilhada com aquele ser tão singular e já tão conhecido?
Não sei.
Na verdade gostaria de ter uma resposta melhor do que essa: é o amor minha filha, o amor.



Que seja inteiro!

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