sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Ficava olhando da janela e pensava em pedi-la em casamento.
Em 6 anos que ele a observava pela janela de seu quarto, não teve um dia em que se esqueceu de observar.
Tudo começou no dia em que ele lia um livro e de repente ouviu: "quero estar só e jamais olhar pra trás e ver que eu te amava, que na verdade era amor". Tudo seria diferente se ela, a vizinha, não estivesse declamando em seu quintal o mesmo livro que ele lia naquela manhã. Era o mesmo trecho e a intenção da leitura foi a mesma que ele havia imaginado. Intenso e leve. Era o destino, só podia. Ou qual a possibilidade de ser mera coincidência o fato de que ela, a vizinha, lia  o mesmo livro que ele? Destino, só pode.
Desde então passou a ter esse encontro marcado a distância e sem conhecimento dela.
Até que a morte do gato dela o fez ter uma desculpa para dizer:
- Sinto que seu gato tenha morrido.Sua mãe que contou pra minha. - dito isso, estava andando em direção a sua casa, quando.
- Obrigada. Tudo bem, ele já estava velho. Quer ir caçar borboletas hoje a tarde?
Sacudindo a cabeça afirmativamente, quis pedir-lhe em casamento naquele mesmo instante e o teria feito se os 12 anos de ambos os permitissem.



Que seja inteiro!

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